terça-feira, 7 de novembro de 2017

Faltam jornais e sites noticiosos no Brasil.


Aproximadamente 70 milhões de brasileiros vivem em regiões onde não há jornais ou sites noticiosos, o que representa 35% da população nacional.
O estudo promovido pelo Atlas da Notícia constatou que as regiões norte e nordeste são as mais carentes desses veículos, o órgão chamou essas áreas de "desertos de notícias".
O estudo revelou que 1.125 cidades contam com apenas um meio de comunicação impresso ou online. Por outro lado, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, concentram 20% dos veículos de comunicação e possuem apenas 10% população do Brasil.
Quando se analisa os estados, o destaque é para São Paulo com 1.641 veículos de comunicação, seguido do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Com informações:
Folha de São Paulo. Acesso 07/11/2017.
 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Quando a malária devastava a região. Lembranças de Itapirema e Monte Belo.

Pedro Amaral, influente político de Rio Preto foi vítima das febres que assolaram a região. 
Imagem: IHGG

No final do século XIX e início do século XX muitas localidades do sertão de Rio Preto sofreram com as "febres" que matavam muitas pessoas e aniquilava povoados que estavam surgindo. são várias as histórias de localidade que tiveram seu desenvolvimento interrompido devido a essas "febres".
Veja no texto a seguir algumas informações a esse respeito.

Pedro Amaral e a matadeira. 
Por Lelé Arantes. 
"Pedro do Amaral Campos, tenente-coronel da Guarda Nacional, primeiro grande chefe político rio-pretense, verdadeiro líder da política dos coronéis, faleceu em 20 de julho de 1907, e sua morte expõe a crueza da vida naqueles distantes dias do início do século 20 na pequena vila de Rio Preto: uma febre intermitente derrubou para sempre aquela figura imponente que, mesmo longe do poder oficial, continuava mandando e desmandando nos destinos da cidade. Pedro Amaral morreu de febre tifóide, entre tremores e suores, sob os ternos olhos de sua esposa Maria Rita Frutuosa e, os cuidados extremados do farmacêutico João Baptista da Silva França. Seu atestado de óbito diz que no dia 20 de julho de 1907, às 22h30, “na casa de João Baptista da Silva França, no largo do Mercado, faleceu com assistência médica, de cor parda, com 64 anos, natural de Araraquara, com febre renitente palustre tiphoydea”. Naquele espaço de tempo, faltava médico em Rio Preto. Fileno Faggiani havia partido há dois anos e Manoel Pilão da Silva esteve na cidade por alguns meses, fez propaganda em O Porvir, mas não ficou. Aristides Serpa chegou dois ou três meses depois, muito tarde para Pedro Amaral. E pouco poderia ter feito para salvá-lo. As febres (malária, tifo, influenza etc) eram conhecidas como as “matadeiras do sertão”. Em 1896, por exemplo, as febres mataram em Rio Preto 41 pessoas. Em 1903, acredita-se que mais de 40 pessoas morreram somente no bairro de Talhado, onde morriam, segundo registro da Câmara, “pelo menos de três a quatro pessoas por dia”.
 A malária, em especial, costumava dizimar vilas inteiras. A velha Itapirema, na margem esquerda do córrego Fartura, tinha até vereador em Rio Preto: Arthur Marques Ramos; Avanhandavinha, que nos deu o vereador Luiz Antônio de Lacerda, em 1896, e Santo Antônio do Monte Bello, que chegou a sonhar rivalizar com Rio Preto no início dos anos 20, desapareceram do mapa. De Itapirema restou apenas o nome transferido para Nova Itapirema; da vila, nem o pó dos tijolos de suas 200 casas sobrou para fixar sua história; e, de Monte Belo, teimam ainda seis ou sete casas, uma capela, um cruzeiro de madeira e um antigo cemitério invadido pela relva na subida de uma estrada de terra. Pedro Amaral era um grande vencedor. Pardo, nasceu em Araraquara, em 28 de fevereiro de 1842, em plena vigência da escravatura, filho de mãe negra e pai branco, que lhe deu instrução (uma riqueza imensa, melhor que terra, o dinheiro da época). Mudou-se para Rio Preto em 1885, e cinco anos depois, em 1890, era nomeado fiscal pela Câmara de Jaboticabal. O fiscal era a maior autoridade política do distrito.
 Foi ele que iniciou a luta pela emancipação política de Rio Preto, conquistada em 19 de julho de 1894. Eleito vereador, foi sete vezes reeleito presidente da Câmara, até 1901. Naqueles tempos, não existia a figura do prefeito e era o presidente da Câmara quem governava de fato e de direito as cidades. Pedro Amaral era maçom, foi fiscal, juiz de paz, vereador e forte comerciante. Consta que teve mais de 1 mil afilhados de batizados e casamentos. Como chefe político foi responsável pela organização do município, construção do cemitério da Maceno, início da iluminação pública e, principalmente, foi ele o criador da primeira escola municipal, em 1895. É bom lembrar que a principal rua da cidade levava seu nome desde antes da criação do município. Este homem de têmpera forte, um verdadeiro sertanejo paulista, com a marca dos pioneiros, foi a grande vítima da 'matadeira do sertão'".
 Lelé Arantes
Jornalista e historiador


Fonte:
Publicado originalmente in: Diário da Região Acesso 06/11/2017.

sábado, 14 de outubro de 2017

Nova Itapirema: fé, devoção e diversão ao cair da tarde.

Nova Itapirema é um distrito de Nova Aliança, destaca-se pelos famosos doces vendidos na praça. A localidade também tem seu comércio movimentado pelos frequentadores das prainhas da região.

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